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Atividade Possível Mudança do Arquivo Nacional



Análise Diplomática:
Denominação do Documento: Vídeo do Discurso do Chefe da Casa Civil
Espécie Documental: Vídeo de Discurso
Gênero: Audiovisual
Suporte: Digital
Forma: Original múltiplo
Formato: Vídeográfico
Idioma: Português
Linguagem: Formal

Análise Tipológica
Denominação do Documento: Vídeo do Discurso do Chefe da Casa Civil
Espécie Documental: Vídeo de Discurso
Produtor: Casa Civil da Presidência da República
Entidade reprodutora: YouTube
Destinatário: População brasileira em geral
Data tópica: Brasília
Data Cronológica: 02/01/2011
Assunto: Posso do novo Ministro da Casa Civil
Conteúdo: Vídeo da posse de Antônio Palocci como Ministro da Casa Civil em que cita a intenção de retornar o Arquivo Nacional ao Ministério da Justiça, entre outros assuntos.
Função: Dar acesso à população brasileira em geral sobre a investidura de Antônio Palocci como Ministro da Casa Civil, a fim de atender o princípio da publicidade, preponderante para a validação de qualquer ato público.
Público alvo interno: Funcionários da Casa Civil e demais funcionários do Governo Federal.
Público alvo externo: População brasileira em geral.

A possível modificação do Arquivo Nacional para o Ministério da Justiça é, na verdade, segundo a base governista, uma tentativa de resgatar a real função da Casa Civil no governo, que não contempla a manutenção de órgãos ligados a ela. Porém, na verdade, não passa de uma movimentação política em prol da redistribuição do poder no governo. Esta mudança pode alterar a capacidade estratégica do Arquivo Nacional de impor normas ao resto do poder executivo, pelo fato de o Arquivo Nacional estar mais distante da real cúpula decisória: A Presidência da República.

Atividade Desafio...


Como foi proposto pelo Blog Mamãe aqui vai a resposta do primeiro desafio da semana.



- Quem é o produtor do documento? Quem é o titular do documento?

O produtor do documento é a concessionária (interessada em vender o carro). O titular é a empresa que elaborou o anúncio.

- Qual a forma do documento?

Original Múltipla.



- Qual a função que o documento exerce (nos vários contextos)?


Concessionária: angariar clientes, divulgar a marca.

Empresa de Marketing: Função de portfólio, para conseguir novos trabalhos.

Leitor: Informações a respeito do carro e da concessionária.

- A cópia autenticada é diplomaticamente e legalmente autêntica? Justifique.


O documento é legalmente autêntico a partir do reconhecimento em cartório, procedimento usado para validar documentos juridicamente, de acordo com o sistema jurídico brasileiro. É diplomaticamente autêntico por conter todos os elementos inerentes do anúncio de um carro como fotografia do veículo, marca, modelo, texto publicitário, valor, entre outros.

- Podemos afirmar que o anúncio publicado na revista continha informações falsas, uma vez que o vendedor não pode realizar a venda do veículo alegando que o valor apresentado estava abaixo do preço tabelado? Justifique.

Não é falso pelo fato de o anúncio indicar valor inicial para o veículo com o texto “a partir de...”. Isso indica que pode haver valores mais elevados. Pode acontecer também do veículo no valor anunciado ter acabado, tornando as informações apenas desatualizadas e não necessariamente falsas.

- Como fica, a partir dessas cópias, a autenticidade histórica do anúncio?

A autenticidade histórica do documento fica inalterada com a produção das cópias, pois, o documento continua a comprovar o anúncio e a reclamação do cliente em questão, que gerou o dossiê, casos que de fato aconteceram.

- Qual seria o plano de classificação original, de onde o amigo arquivista fez as cópias?

O plano de classificação de documentos de área-fim utilizado pelo PROCON, provavelmente classificado em um código chamado “processo de reclamação”.

Atividade Internacional


Análise Diplomática e Tipológica do Livro:


Espécie: Livro

Idioma: Espanhol
Suporte: Papel
Gênero: Textual/Iconográfico

Forma: Original múltiplo

Formato: Livro
Data cronológica: 15/03/2007
Função arquivística: Disseminar a informação para o público e para posteriores pesquisas.
Função administrativa: Registrar o conhecimento
Entidade Produtora: Antonia salvador Benitez e Antônio A. Ruiz Rodrigues ou a Editora.
Entidade Receptora: Público
O livro é verídico pois as informações contidas nele são verdadeiras e foram comprovadas. E ele é autêntico pois foi produzido por quem diz que o produziu.

  • Análise Diplomática e Tipológica da capa do Livro:

Denominação do documento: Capa do livro Archivos Fotográficos
Espécie: Capa de Livro
Forma: Original múltipla
Formato: Capa de livro
Gênero: Textual e Iconográfico
Suporte: Papel
Idioma: Espanhol

Entidade Produtora: Designe responsável pela da capa do livro

Entidade Receptora: Editora e o público
Função Administrativa: Publicidade e identificação do assunto do livro
A capa do livro é verídica e autêntica.

·         Análise Diplomática e Tipológica das fotos




Suporte: Digital
Forma: Original múltipla 
Formato: Foto
Espécie: Fotografia
Gênero: Iconográfico
Entidade Receptora: Não identificado

Entidade Produtora: Não identificado

Função Administrativa: Registrar o momento

Função Arquivística: Memória

Descrição: foto de dois garotos lendo um livro




Suporte: Papel fotográfico - possivelmente
Forma: Original múltipla 
Formato: Foto
Espécie: Fotografia
Gênero: Iconográfico
Entidade Receptora: Não identificado
Entidade Produtora: Não identificado
Função Administrativa: Registrar o momento
Função Arquivística: Memória
Descrição: Foto de pessoas reunidas.

As fotografias são autênticas e não verídicas, pois desconhecemos a sua procedência.

Função e Contexto:

O livro para o arquivo da editora pode ter a função de coleção. Para o fundo pessoal da autora pode ter a função de lembrança, memória. Para o fundo de um pesquisador pode ter função de pesquisa.

As fotos para um fundo pessoal podem ter a função de lembrança, memória do passado. Para o acervo da editora podem servir para ilustrar capas de livros.

A capa para a editora teria a função de exemplar. Para um acervo pessoal teria talvez a função de coleção. Para o arquivo da autora poderia ter a função de lembrança dos livros que ela já escreveu.

História sem Fim - Capítulo 3

Análise documento capítulo 2:

Denominação do documento: Auto de penhora e avaliação     
Assunto: Auto de penhora e avaliação
Espécie: Penhora
Forma: Original
Suporte: Papel A4
Data cronológica: 01/08/2002
Gênero: Textual
Idioma: Português
Função arquivística: Descrever os produtod penhorados e avaliados.

Capítulo 3:

Com a penhora dos produtos do Sex Shop o avô Latro se viu em uma situação desesperadora, então depositou no seu neto a esperança de salvar o patrimônio da família. Com isso o estagiário se sentiu pressionado com os cuidados que deve aos avós. Como a esperança é a última que morre, o pobre procura uma forma de não ser mais um "orea-seca" e faz um vídeo contando a dramática história de sua família para participar de um famoso Reality Show, conseguindo assim ser um dos selecionados. Nesse programa ele participa de uma prova de perguntas sobre filmes pornográficos brasileiros e ganha, tendo a oportunidade de ir a um evento de Cinema Erótico em São Paulo. Essa viagem teve grande importância na vida do pobre estagiário, pois este além de nunca havia viajado de avião...

Documentário Memória para Uso Diário


O documentário foi elaborado pelo Grupo Tortura Nunca Mais com o intuito de relatar os fatos acontecidos na ditadura. Ele demonstra, usando diversos meios, as práticas de tortura e perseguição política neste período. Através de depoimentos e, sobretudo, documentos da época, o filme remonta este período traumático para uma parcela da população que lutou por direito à liberdade (nos mais diversos sentidos e aspectos).
Conforme atividade proposta no blog mãe, segue a análise documental de três documentos que fazem parte do filme:
Mural de Fotografia dos Mortos e Desaparecidos Políticos desde 1964


Denominação do Documento: Mural de Mortos e Desaparecidos Políticos desde 1964;
Assunto: Mural de fotografias  de mortos e desaparecidos políticos;
Espécie: Mural de Fotografia;
Forma: Original;
Suporte: Papel e Cortiça;
Data Cronológica: -
Gênero: Textual e Iconográfico
Formato: Mural;
Idioma: Português;
Função arquivística: Homenagear os mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964 pela sua luta contra a ditadura.

Pedido de busca das Fichas dos Presos Políticos Banidos do Território Nacional




Denominação do Documento: Pedido de Busca e Apreensão nº 1124/NSISA-RJ
Assunto: Presos políticos banidos do território nacional;
Espécie: pedido de busca;
Forma: Original;
Suporte: Papel;
Data Cronológica: 04 de novembro de 1969;
Data tópica: Rio de Janeiro;
Gênero: Textual;
Formato: Papel A4;
Signos especiais: Carimbo do Gabinete do ministro do Ministério da Aeronáutica – SISA; brasão da República Federativa do Brasil; carimbo do livro de registro do documento; carimbos de atribuição de sigilo ao documento; assinaturas diversas;
Idioma: português;
Entidade produtora: Ministério da Aeronáutica;
Função arquivística: requisição de fichas datiloscópicas e qualificação de presos políticos;
Reportagem no Jornal sobre o Grupo Tortura Nunca Mais
Denominação do documento: Torturados Rompem o Silência com Terapia contra a Violência;
Espécie: Reportagem;
Forma: Cópia;
Suporte: Papel;
Data Cronológica: -
Gênero: Textual e iconográfico;
Formato: Jornal;
Idioma: português;
Função arquivística: levar notícias diversas à população;
Entidade produtora: -
Seguindo ainda a proposta, segue uma análise tipológica individual de cada documento supracitado, tentando inseri-los no contexto do próprio filme:
Mural de Fotografia dos Mortos e Desaparecidos Políticos desde 1964
A principal função do mural de fotografia, localizado na sede do Grupo Tortura Nunca Mais é a de resgatar os movimentos anti-tortura no Brasil. Este documento em especial serve para relembrar a luta dos militantes e caracterizá-los como heróis nacionais e não como bandidos. É uma espécie de homenagem a estes participantes. É também uma forma de denúncia dos acontecimentos que foram abafados pelo governo da época, garantindo o direito de acesso a estas informações pela população.  Dessa forma, o grupo busca conscientização da população e reparação dos danos causados neste período.
Pedido de busca das Fichas dos Presos Políticos Banidos do Território Nacional
Este documento é um exemplo do tipo de informação que pode ser conseguida e acessada pela população caso haja a abertura dos arquivos da época da ditadura. Caso esta abertura ocorra, o paradeiro dos desaparecidos políticos podem ser mapeados com maior facilidade. Sendo assim, este documento serve como prova de que o governo da época agiu para com pessoas que ele declarou como desaparecidos e que na verdade estavam presas.
Reportagem no Jornal sobre o Grupo Tortura Nunca Mais
Esta reportagem tem o intuito de divulgar o trabalho do grupo Tortura Nunca Mais, com o objetivo de diminuir as sequelas psicológicas das pessoas que foram torturadas e seus familiares. Caso elas superem estes traumas, elas podem sair da clandestinidade e colaborar com a recuperação de outras pessoas que passaram pelo mesmo drama e ainda reconstituir, através de depoimentos, a memória da época.
O último item do exercício demanda a criação de um contexto hipotético relacionado ao tema do blog para análise destes documentos. Partindo desse pressuposto, podemos fazer uma análise geral dos documentos na hipotética situação da apresentação deste documentário num festival de cinema nacional. Dessa forma, os documentos abordados pelo grupo e todos os outros do filme são imprescindíveis para a perpetuação da luta do grupo Tortura Nunca Mais, que tem por objetivo inserir na história tradicional os fatos ocorridos nesta época. Assim, a população teria consciência dos ocorridos e poderiam cobrar dos atuais agentes públicos reparações para os torturados e familiares, como indenizações e/ou alguma forma de punição para os culpados. Serve como denúncia deste período cinza na história do Brasil, garantindo o direito de acesso às informações públicas da época.

Atividade sobre Paul Otlet

Paul Otlet foi um dos primeiros cientistas a publicar um trabalho sistematizado sobre Ciência da Informação e, sobretudo, Documentação (à sua época chamado de Bibliologia e, posteriormente, Documentação).  Em sua obra chamada Traité de Documentation, lançada em 1934, ele demonstrou pensamentos e conceitos bastante avançados para sua época, como o Princípio da Monografia e o conceito da Rede de Conhecimento Universal, que, segundo o que ele apresentou, seria algo bastante similar ao modelo de internet que usamos nos dias de hoje.


Quando começa a falar a respeito do Princípio da Monografia, começa dizendo que “cada elemento intelectual de um livro é incorporado num elemento material correspondente”. Transpondo “elemento intelectual” como informação  e “elemento material” como suporte, temos uma grande semelhança com um dos conceitos mais fundamentais da Arquivologia: o conceito de documento, vulgarmente conhecido como informação+suporte.

Outra aproximação com a arquivologia é o que ele define como objeto de estudo: o livro em sentido amplo que engloba, além do livro propriamente dito, o telégrafo, telefone, rádio, televisão, cinema, e discos. Apesar de discorrer a todo o momento como livro, deve-se ter em mente que ele considera também a existência dessas mídias. Todavia, a maioria dos procedimentos que ele apresenta são inaplicáveis aos documentos iconográficos, cabendo basicamente aos livros em sentido restrito.

Além do mais, ele trata as novas mídias como simples substitutas dos livros. Dessa forma, não se considera o potencial informacional de mídias que armazenam imagens em movimento, que podem ser mais ricas que mídias que suportam apenas imagens estáticas. Reduzir o Cinema a simples substituto dos livros é, de certa forma, um desprezo com uma linguagem totalmente distinta, que pode gerar documentos de grande peculiaridade e tão valorosos quanto os tradicionais documentos em suporte papel. Entretanto,  Otlet acerta em cheio quando estuda a sistematização da organização da informação. Ele foi responsável pela criação da CDU, ferramenta ainda usada para a classificação de livros e que serviu de base para elaboração dos códigos de classificação de documentos arquivísticos.

A Ciência da Informação em geral ignoram o valor das informações acumuladas de forma orgânica contida nos documentos de arquivo. A análise informacional costuma ficar a título de informação cultural, construção do conhecimento, tratamento sistemático de dados, geração de nova informação a partir da junção de informações, entre outras. Todas estas atividades podem ser contempladas nas atividades arquivísticas, mas a teoria não contempla conceitos preponderantes aos arquivos, como informação estratégica e memória pessoal e/ou institucional tendo por base os documentos. Mesmo sem citar claramente o universo arquivístico, as seguintes citações de Paul Otlet são perfeitamente aplicáveis à Arquivologia:

No plano da aplicação técnica “deve utilizar regras que englobem todo o ciclo de vida do documento” e “interpreta-se a documentação como uma “ciência” que organiza os documentos, encarados como materializações da ação da inteligência humana sobre a realidade. Compete à documentação estabelecer métodos para a seleção e o tratamento dos “dados intelectuais” encaixando-os no “quadro sistemático das ciências” (OTLET, 1934, p.25) para que possam ser acessados. Em outras palavras, à documentação compete tratar o conteúdo dos documentos, a informação.

sendo claramente possível que esta informação supracitada seja a informação arquivística.

Porém, como seria possível aplicar o tratamento técnico instituído por Paul Otlet aos documentos de arquivo em suportes magnéticos? Sua Rede de Informações seria capaz de comportar documentos deste tipo. É bem verdade que, à época, era impossível pensar numa estrutura que desse a possibilidade de um pesquisador ter acesso a um documento filmográfico individualmente, durante sua pesquisa. Mas sua rede de informação claramente contemplava apenas documentos textuais.

Levando-se em consideração que os documentos de arquivos são documentos acumulados no decorrer das atividades de uma pessoa (seja ela física ou jurídica) e podem estar registrados nos mais variados suportes, o arquivo pessoal de um cineasta seria impossível de ser abarcado pelas teorias de Otlet. O contexto de produção destes documentos se torna primordial para a organização e representação mais adequada destes documentos. Cabe aos Arquivistas delimitar as fronteiras entre a Arquivologia e Ciência da Informação, adaptando conceitos quando necessário e buscando criar novos que correspondam à realidade arquivística.

Análise Diplomática e Tipológica





-   Fundo: Arquivo Pessoal Glauber Rocha
·      -   Gênero: Textual
·      -   Suporte: Papel
·      -   Formato: Folha avulsa
·      -   Forma: Original
·      -   Função: Lembrança
·      -   Espécie: Listagem
·     -  Conteúdo: inclui uma lista dos filmes completos, livros publicados, televisão e uma espécie de inventário de seus bens. Possui também projetos de livros ainda a serem publicados e filmes a serem produzidos.