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Ang Lee

Cineasta Internacional da Semana

O ator, produtor e cineasta chinês Ang Lee estudou na National Taiwan College of Arts e depois, já morando nos Estados Unidos, estudou direção na Universidade de Illinois e produção cinematográfica em Nova Iorque. Durante a faculdade, foi assistente de direção de "Joe's Bed-Stuy Barbershop: We Cut Heads", filme universitário de Spike Lee.
Em 1992 estreou como diretor de longa-metragem com "A Arte de Viver". Em 1993 dirigiu "O Banquete de Casamento", que ganhou o Urso de Ouro no Festival Inernacional de Cinema de Berlim e o prêmio de direção no Festival de Seattle, além de receber uma indicação para o Globo de Ouro.
Em 1994, Lee lançou "Comer Beber Viver", que recebeu uma indicação para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Um ano depois realiza "Razão e Sensibilidade", primeiro filme de elenco internacional. O filme, baseado no romance de Jane Austen, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, além de outros prêmios pelo mundo.
Em 1997, dirige novo filme com elenco internacional, "Tempestade de Gelo". Em 2000, com "O Tigre e o Dragão" ganha dois Globos de Ouro e o diretor é ovacionado no Festival de Cannes.
Após as críticas mornas à sua versão de "Hulk", adaptação dos quadrinhos da Marvel Comics, lançada em 2003, Lee recuperaria o seu prestígio em 2005 com "O Segredo de Brokeback Mountain". O filme, que retrata o romance entre dois peões no preconceituoso e machista meio-oeste americano, levaria o seu diretor a receber o Oscar e o Globo de Ouro por seu trabalho. Neste último, "Brokeback Mountain" também ganhou o prêmio de Melhor Filme Dramático.

Filmografia:

Daniel Filho

Cineasta Nacional da Semana

Ator e diretor de cinema e de televisão, é o fundador e diretor artístico da Globo Filmes. Carioca de 1937, filho único do ator e cantor catalão Joan Daniel Ferrer e da atriz argentina María Irma López (conhecida como Mary Daniel), é de família circense. Daniel Filho nasceu no meio artístico e teve contato com grandes nomes do espetáculo brasileiro desde tenra idade. Começou no cinema como ator de O fuzileiro do amor (1955), de Eurípides Ramos, depois de passar pela companhia de teatro de revista de Walter Pinto, nos anos 50. Ainda como ator, trabalhou em filmes como Colégio de brotos (1956), de Carlos Manga, Eu sou o tal (1960), de Eurípides Ramos, Mulheres e milhões (1960), de Jorge Ilei, Este Rio que eu amo (1961), de Carlos Hugo Christensen, Os cafajestes (1962), de Ruy Guerra, e Boca de Ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos. Passou a dirigir para televisão em 1964, na TV Excelsior, e em 1966 entrou para a Rede Globo, onde ajudou a criar o padrão dramatúrgico da emissora e dirigiu ou interpretou mais de 50 novelas e minisséries. Alternou a função de diretor de filmes como Pobre príncipe encantado (1968), O impossível acontece (1968), A cama ao alcance de todos (1969), O casal (1975) e O cangaceiro trapalhão (1983), com trabalhos como ator em Os herdeiros (1970) e Chuvas de verão (1977), ambos de Carlos Diegues, O beijo no asfalto (1980), de Bruno Barreto, Bar Esperança, o último que fecha (1983), de Hugo Carvana, Espelho de carne (1984), de Antonio Carlos da Fontoura, Um trem para as estrelas (1987), de Carlos Diegues, Romance da empregada (1987), de Bruno Barreto, Tieta do Agreste (1996), de Carlos Diegues, entre outros. Como diretor artístico da Globo Filmes participou da produção dos longas-metragens O auto da Compadecida (2000) e Caramuru - A invenção do Brasil (2001), ambos de Guel Arraes, e Orfeu (1998), de Carlos Diegues. Na Globo Filmes, produziu ainda Zoando na TV (2000), de José Alvarenga. Em 2001 produziu e dirigiu A partilha, adaptação da peça de Miguel Falabella. Protagonizou Querido estranho (2003), de Ricardo Pinto e Silva, e produziu Sexo, amor e traição (2004), de Jorge Fernando, Redentor (2004), de Cláudio Torres, A Dona da história (2004), no qual também assina a direção, e Cazuza – o tempo não pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, o campeão nacional de bilheteria do ano de 2004. Foi produtor associado de Dois filhos de Francisco: a história de Zezé di Camargo e Luciano, de Breno Silveira, o filme mais visto de 2005, com mais de cinco milhões de ingressos vendidos, e de Casa de areia (2005), de Andrucha Waddington. Em 2006, dirigiu Se eu fosse você, grande sucesso de público, com 3,6 milhões de espectadores, e Muito gelo e dois dedos d’água, também lançado no mesmo ano. Em 2007, dirigiu O primo Basílio, adaptação para o cinema do livro de Eça de Queiroz. Se eu fosse você 2, lançado em 2009, seguiu o rastro de sucesso do longa anterior, se tornando o filme de maior público da retomada. No mesmo ano, lançou ainda Tempos de paz, adaptação para o cinema da peça Novas diretrizes em tempos de paz, de Bosco Brasil. Seu filme mais recente, Chico Xavier (2010) – ficção sobre o médium mais famoso do país –, bateu o recorde de público no primeiro fim de semana de estreia de um filme nacional.

Fonte: Site Filmeb

Tim Burton

Cineasta Internacional da Semana

Timothy William Burton (Burbank, 25 de agosto de 1958) é um cineasta americano. Trabalha usualmente com temáticas sombrias.
Burton é o primeiro dos dois filhos de Bill Burton e Jean Erickson. Burton descreveu sua infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. Ele achava a vida doméstica e a escola difícil, participava de um grupo chamado OW SHIT STUDIOS (O.S.S) e fugia da realidade do cotidiano lendo livros sombrios de Edgar Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo-orçamento, que mais tarde homenagearia na sua biografia de Edward D. Wood, Jr.. Outra figura cinematográfica de importância na infância de Burton é Vincent Price, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor.
Após o colegial, ele ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia. Ele estudou Animação por três anos e foi então contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Trabalhou no desenho The Fox and the Hound, mas estava insatisfeito com a direção artística do filme. Mesmo assim, foi no período que trabalhou na Disney que Tim Burton criou e dirigiu sua primeira curta-metragem Vincent, com o personagem principal baseado no ator Vincent Price. Mais tarde, o diretor trabalhou no seu segundo curta-metragem Frankenweenie, que conta a história de um menino que ressucita seu cachorro. Mesmo com enredos pouco infantis, Tim Burton teve espaço para criar o poema e as ilustrações que seriam a base para O Estranho Mundo de Jack, um dos seus maiores sucessos.
O seu apego ao horror com sua habilidade para a comédia Burton conciliou três anos depois em Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice). Foi com esse filme que o diretor finalmente se destacou e foi chamado para realizar uma super-produção: Batman, em 1989, que mais tarde teria a continuação Batman - O Retorno (Batman Returns), também com a direção de Tim Burton. Com a carreira em alta, o diretor resolveu filmar seu projeto pessoal intitulado Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), sobre um rapaz que tem tesouras no lugar das mãos. Para o projeto, Tim Burton chamou o ator Johnny Depp, que seria seu maior colaborador durante a carreira do cineasta. Depois seria novamente chamado, dessa vez para estrelar a cinebiografia de Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.
Após esse período, o diretor passou por baixar em filmes que pouco renderam, como Marte Ataca! (Mars Attacks!) e Planeta dos Macacos (Planet of the Apes). Tim Burton melhorou sua carreira em 1999 após lançar o filme A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow), sobre uma cidadezinha que sofre uma série de assassinatos. Sua carreira continuou em alta depois de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish). Mais tarde, Burton voltaria a animação stop-motion com A Noiva Cadáver (Corpse Bride). Nessa época, o diretor regravou um clássico dos anos 70, A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), novamente com a participação do ator Johnny Depp.
Tim Burton é casado com a atriz Helena Bonham Carter e tem dois filhos com ela: Billy de 4 anos, e recentemente o casal teve uma menina, chamada Nell.
Apesar de, segundo sua mulher, Tim não gostar de musicais,ele dirigiu o filme, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, que foi bem recebido pela crítica, sendo indicado ao Oscar 2008 em algumas categorias, ganhando a categoria Direção de Arte, graças ao belíssimo trabalho do diretor. A paixão pela versão original do musical para teatro, segundo Helena Bonham Carter foi uma das coisas que os dois tinham em comum e que ajudou a uní-los.
Tim Burton esteve trabalhando no filme Alice no País das Maravilhas que foi produzido pela Disney, e que contou com um excelente elenco de renomados nomes, como o amigo do diretor, Johnny Depp, sua esposa Helena Bonham Carter e a atriz Anne Hathaway.
Em 1997, escreveu "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias", que ganhou edição brasileira apenas em julho de 2007.
Apesar de ser infantil, o livro tem cenas de violência familiar, suicídio, sexo não-explícito e traição extraconjugal (o amante da adúltera é um ferro de engomar). Também não cabe aos poemas, finais felizes.
O caso do Pequeno Menino Ostra é modelar. O poema dedicado a contar seu triste fim ( depois do seu triste início, já rejeitado pela mãe por cheirar "a oceano e alga marinha"), fala de um pai com disfunção erétil avisado por um médico de que comer ostras propicia 'um desempenho sexual extra'.
O show de aberrações é típico de Burton, mas nem sempre são feitos apenas de desgraças; é o caso, por exemplo, do menino Brie, um menino-queijo, que encontra a amizade de um vinho.
Estranhezas à parte, o mundo do menino Ostra e sua turma é mais real do que parece.

Glauber Rocha

Cineasta Nacional da Semana

Glauber de Andrade Rocha foi um dos integrantes mais importantes do cinema novo, movimento iniciado no começo dos anos 1960. Com o princípio de "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", deu uma identidade nova ao cinema brasileiro.
Glauber foi o primeiro filho de Adamastor e Lúcia Rocha e teve duas irmãs: Ana Marcelina e Anecy. Cursou o primário em Vitória da Conquista e, em 1947, mudou-se com a família para Salvador. Em 1952 Ana Marcelina morreu de leucemia, mas Glauber logo ganhou outra irmã, Ana Lúcia , filha de seu pai com uma cigana que faleceu durante o parto.
Em 1957, Glauber entrou para a Faculdade de Direito da Universidade da Bahia, que cursou até terceiro ano. Com poucos recursos, filmou "Pátio", utilizando sobras de material de "Redenção", de Roberto Pires. Em 1958, trabalhou como repórter no Jornal da Bahia, assumindo depois a direção do Suplemento Literário.
No ano seguinte, casou-se com a colega de universidade e atriz de "Pátio", Helena Ignez. Logo após o casamento, iniciou as filmagens de seu segundo curta-metragem, o inacabado "Cruz na Praça", baseado num conto de sua autoria. Também publicou artigos sobre cinema no "Jornal do Brasil" e no "Diário de Notícias". Em 1960, nasceu sua primeira filha, Paloma. Apesar disso, separou-se de Helena um ano depois.
Trabalhou na produção de "A Grande Feira", de Roberto Pires e de "Barravento", de Luiz Paulino dos Santos, filme que acabou dirigindo depois de refazer o roteiro. Finalizou "Barravento", no Rio de Janeiro, com Nelson Pereira dos Santos. O filme foi premiado na Europa e exibido no Festival de Cinema de Nova York. Em 1963, filmou "Deus e o Diabo na Terra do Sol", que concorreu à Palma de Ouro no Festival do Filme em Cannes do ano seguinte, perdendo para uma comédia musical francesa.
Em 1965, Glauber Rocha participou da criação da Mapa Filmes, junto com Walter Lima Jr. e outros. Em novembro, foi preso com outros intelectuais, durante um protesto contra o regime militar em frente ao Hotel Glória, no Rio de Janeiro. Em 1966 co-produziu "A Grande Cidade", de Carlos Diegues e preparou "Terra em Transe", que chegou a ser proibido, mas foi liberado sob algumas condições. Exibido no Festival de Cannes, o filme ganhou os prêmios Luis Buñuel e o da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica. Recebeu ainda prêmios e elogios na Suíça, em Cuba e no Brasil.
No mesmo ano, Glauber Rocha trabalhou no argumento de "Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman. Recebeu o convite de Jean-Luc Godard para participar de "Vent d'Est", onde Glauber viveu seu próprio personagem: um cineasta que aponta o caminho para o cinema político-revolucionário. Iniciou o filme "Câncer", rodado durante quatro dias no Rio de Janeiro. Co-produziu "Brasil Ano 2000", de Walter Lima Jr. estrelado por sua irmã Anecy, mulher do diretor.
Em 1969 "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" foi exibido no Festival de Cannes e Glauber ganhou o prêmio de melhor diretor, dividido com o tcheco Vobtech Jasny. Além deste, o filme ganhou muitos outros prêmios importantes. Ainda na Europa, o cineasta recebeu dois convites para filmar. Um do produtor espanhol Pedro Fages e outro de Claude Antoine. Em 1970, Glauber Rocha rodou, na região da Catalunha, o filme "Cabeças Cortadas".
Voltou ao Brasil, mas o crescimento da repressão o desestimulou. Em 1971 Glauber partiu para o exílio. Na Universidade Columbia, em Nova York, apresentou a tese "Eztetyka do Sonho". No Chile filmou um documentário sobre os brasileiros exilados, que não foi concluído. Em 24 de novembro, nasceu Daniel, seu filho com Martha Jardim Gomes. No final do ano, viajou para Cuba, onde permaneceu um ano, trabalhando no projeto de "America Nuestra". Da colaboração com Marcos Medeiros surgiu o filme "História do Brasil", que foi concluído em Roma.
Em viagem pelo Uruguai, Glauber encontrou-se com o ex-presidente João Goulart. Na noite de 25 para 26 de junho, os negativos de "O Dragão da Maldade" e "Terra em Transe" foram queimados em um incêndio nos laboratórios G.T.C. na França. Em 1976, Glauber retornou ao Brasil, depois de cinco anos de exílio. No ano seguinte, o curta-metragem "Di Cavalcanti" ganhou prêmio especial do júri do Festival de Cannes.
Em 27 de março, morreu sua irmã Anecy Rocha, ao cair no poço de um elevador. No dia 4 de agosto, nasceu Pedro Paulo, filho de Glauber e de Maria Aparecida de Araújo Braga. Em dezembro, Glauber Rocha iniciou as filmagens de "A Idade da Terra". Em 19 de janeiro de 1978, nasceu Erik, seu filho com Paula Gaetan. Glauber morreu de problemas broncopulmonares, aos 42 anos.


Clique no site para conhecer a vida de Glauber Rocha: http://www.tempoglauber.com.br/

James Cameron

Cineasta Internacional da Semana


James Francis Cameron (Kapuskasing, 16 de agosto de 1954) é um premiado cineasta, produtor, roteirista e editor canadense residente nos Estados Unidos.
 Foi o primeiro cineasta a produzir e dirigir um filme com custo superior a 100 milhões de dólares em True Lies (1994) e mais tarde alcançou mais de 200 milhões de dólares em Titanic (1997).
Cameron, considerado um dos maiores cineastas a trabalhar com efeitos especiais, dirigiu clássicos da Ficção Científica como Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final e Aliens: O Resgate.
É dele a direção dos dois maiores filmes em bilheteria da história do cinema, Avatar e Titanic.


James F. Cameron nasceu na província de Ontário, no Canadá, filho de uma enfermeira e de um engenheiro eletricista. Cameron cresceu em Chippawa, atual Niagara Falls, e estudou na Stamford Collegiate. Sua família se mudou para a Califórnia em 1971, o que possibilitou o interesse de Cameron pelo cinema. Durante este período em que vivia na Califórnia, Cameron visitou e frequentou várias vezes os arquivos de filmes da University of Southern California. Para a surpresa de muitos, Cameron estudou Filosofia na Universidade de Toronto em 1973.
Após seus estudos, Cameron passou a trabalhar como caminhoneiro, escrevendo um pouco nas horas vagas. Após assistir Star Wars IV: Uma Nova Esperança em 1977, Cameron decidiu abandonar a profissão de caminhoneiro para se dedicar inteiramente a indústria cinematográfica.
Cameron continuou aprendendo novas técnicas de filmagem e começou a inventar um modelo de uma mini câmera no Roger Corman Studios. Com pouco orçamento, Cameron aprendeu a trabalhar de forma rápida e eficaz e logo produziu seu primeiro filme, Battle Beyond the Stars. Mais tarde trabalhou nos efeitos especiais de Fuga de Nova York.


Filmografia:


·2009 - Avatar (Avatar)
·2005 - Criaturas das Profundezas (Aliens of the Deep)
·2003 - Ghosts of the Abyss
·1997 - Titanic (Titanic)
·1994 - True Lies (True Lies)
·1991 - O Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2: Judgement Day)
·1989 - O Segredo do Abismo (The Abyss)
·1986 - Aliens, O Resgate (Aliens)
·1984 - O Exterminador do Futuro (Terminator)
·1981 - Piranha II - Assassinas Voadoras (Piranha II: The Spawning)
·1978 - Xenogenesis

Bruno Barreto

Cineasta Nacional da Semana

Nasceu em 16 de março de 1955 no Rio de Janeiro, começou a tomar gosto pelo universo cinematográfico em casa, filho de Lucy e Luiz Carlos Barreto, fundadores da Produtora LC Barreto, responsável pela produção e co-produção de filmes de grande sucesso nacional e internacional já há mais de 40 anos em atividade no país. Dessa forma desde pequeno já demonstrava intimidade com a câmera ao realizar diversos curtas-metragens.
Sua atuação como diretor veio aos 19 anos, quando dirigiu Dona Flor e Seus Dois Maridos, com Sônia Braga ao lado de José Wilker e Mauro Mendonça.
Ao combinar humor e sensualidade com doses certas, contou a história baseada no romance de Jorge Amado, e como resultado foi um grande sucesso nacional e reconhecido pela crítica, e com essa obra o diretor ganhou o Kikito de melhor diretor no Festival de Gramado de 1977. Lançado em 1976, Dona Flor se transformou no maior sucesso nacional de público com doze milhões de espectadores, só perdendo a liderança na década de 90 com o lançamento do longa-metragem Titanic, observe-se que apesar de um grande número de público a arrecadação não atingiu 10% do faturamento do filme Titanic.
Morou por nove anos nos Estados Unidos, estreou como diretor em Assassinato Sob Duas Bandeiras em 1990, estrelado por Amy Irving, sua esposa na época. Em seguida, dirigiu O Coração da Justiça em 1992. Três anos mais tarde ele trabalhou novamente com Amy Irving no drama romântico Atos de Amor.
Em 1998, filmou Entre o Dever e a Amizade, com Stephen Balwin.
Em 1996, volta para o Brasil para dirigir O Que é Isso Companheiro?, com grande elenco formado por Fernanda Torres e Pedro Cardoso, entre outros. Foi indicado ao Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
Ao retornar à cidade natal filmou e dirigiu a comédia romântica Bossa Nova em 2000, tendo o Rio e a música popular brasileira dos anos 60 como elementos centrais da história e contando com talentos como Amy Irving, Antônio Fagundes, Drica Moraes e Débora Bloch. O longa-metragem representou o Brasil como "Hors Concurs" no Festival de Berlim no ano 2000.

Filmografia

Vladimir Carvalho

Cineasta Nacional da Semana

Um dos mais importantes documentaristas do país, nasceu em 1935 em Itabaiana, na Paraíba. Começou a carreira escrevendo críticas para os jornais A União e Correio da Paraíba. Foi corroteirista de Aruanda (1960), de Linduarte Noronha, um dos documentários que marcaram o início do Cinema Novo. Logo depois, dirigiu com João Ramiro Neto o filme Romeiros da guia (1962), sobre a peregrinação anual de pescadores de João Pessoa à Igreja de Nossa Senhora da Guia. Em 1962, na Bahia, foi assistente de produção da primeira fase de Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho. Em 1967 dirigiu o curta A bolandeira, sobre os engenhos de cana de tração animal do sertão paraibano. De 1967 a 1971, fez seu primeiro longa-metragem, O país de São Saruê, durante longo tempo proibido pela censura. Em 1969 foi para Brasília lecionar na universidade e lá realizou Vestibular 70 (1970). Em seguida, fez três filmes de média-metragem: Incelência para um trem de ferro (1972), A pedra da riqueza (1975) e Brasília segundo Feldman (1979). Seguiram-se outros dois filmes: O homem de areia (1981) e O evangelho segundo Teotônio (1984). Em 1990 foi a vez do longa Conterrâneos velhos de guerra e, em 2001, Barra 68. Lançou em 2007 o documentário O engenho de Zé Lins, sobre o escritor José Lins do Rego.
A casa de Vladimir Carvalho, no início da W3 Sul, tem a arquitetura de um filme. Cada cômodo sugere uma cena. As janelas são como rolos de película. Os objetos contam uma história - que começa no jardim, invade a sala de estar, engole a área de serviço e enche de vida um pequeno auditório no segundo andar. Revestida de lembranças, a construção na quadra 703 abriga nada menos que a trajetória de um dos maiores documentaristas do Brasil. Há 15 anos, o autor de Conterrâneos velhos de guerra e O país de São Saruê resolveu transformar o próprio lar, onde vive desde 1983, num pequeno museu. O diretor doará todo o acervo - com a casa e tudo - para a comunidade, por meio da Universidade de Brasília (UnB).

Francis Ford COPPOLA

Cineasta Internacional da Semana

Foi o primeiro dos jovens realizadores a sair de uma faculdade de cinema e conseguir ingressar no cinema profissional, acabou criando em torno de si um grupo de protegidos (o mais famoso deles, George Lucas) e tornou-se dono de seu próprio estúdio (a Zoetrope). Mas projetos ambiciosos demais acabaram o levando à falência. Nasceu em Detroit, Michigan, em 7 de abril. Aos nove anos, contraiu poliomielite, o que o deixou preso ao leito por um ano. Foi assistindo televisão que ele começou a sentir o estímulo de fazer cinema.

Começou com um projetor de 16 mm, rodando filmes caseiros e desenhos. Em 1956, entrou na Universidade de Hofstra para estudar teatro, mas sua meta era o cinema. E em 1960 se inscreveu na UCLA, a mais famosa escola da época. No entanto se desapontou com a falta de recursos e a impossibilidade de ganhar experiência prática. Foi rodar, então, três pequenos filmes eróticos, os chamados nudies (não de sexo explícito): ''Aymon the Terrible'', ''The Peeper Tonight's for Sure'' (curiosamente exibido no Brasil como ''Os Amantes do Nudismo'') e ''The Belt Girl and the Playboy'' (cinco seqüências que foram juntadas ao filme). Essa foi a única maneira que encontrou para exercitar-se com uma câmera e montar um filme. Depois, foi trabalhar com o produtor Roger Corman, especialista em fitas baratas e famoso por ter dado a primeira chance a praticamente todos os grandes nomes da Nova Hollywood.

Seu primeiro trabalho foi dublar em inglês um filme russo, ''Battle Beyond the Sun''. Mas logo se tornou o homem de confiança de Corman e foi engenheiro de som em ''The Young Racers'' e produtor associado de ''The Terror''. Com as sobras de outra fita e o mesmo elenco, conseguiu convencer Corman a lhe deixar rodar um filme na Inglaterra: Dementia 13 (exibido na TV brasileira como ''Demência 13''). O filme passou despercebido e foi como roteirista que Coppola ficou famoso, primeiro ganhando um prêmio por ''Pilma Pilma'' (que nunca foi rodado), depois por ''Os Pecados de Todos Nós'' (Reflections in a Golden Eye, 1967, de John Huston), no qual seu nome não figurava nos letreiros. O primeiro crédito como roteirista foi em ''Esta Mulher é Proibida ( This Property Is Condemned, 1968, de Sidney Pollack). Fez também ''Paris Está em Chamas?'' (Paris brûle-t-il?, de René Clément), ''Patton - Rebelde ou Herói?'' (Patton, de Franklin Schaffner), que deu a Coppola o Oscar® de melhor roteiro em 1971, e ''O Grande Gatsby'' (The Great Gatsby, 1974, de Jack Clayton).

Em 1967 convence a Warner Seven Arts a lhe financiar ''Agora Você é um Homem'' (You're a Big Boy Now), que o consagrou e serviu, também, como tese para obter seu diploma da UCLA. Logo em seguida fez o pior filme de sua carreira: ''O Caminho do Arco-Íris'', mas pelo menos ficou conhecendo durante as filmagens um jovem que fazia estágio na produção, Lucas. Assim começou a amizade e Coppola convenceu a Warner a produzir o primeiro filme de Lucas, ''THX 1138''. Depois Coppola resolveu fazer um filme modesto, com poucos atores e um orçamento mínimo, ''Caminhos Mal Traçados'' (The Rain People), ganhador do Grande Prêmio no Festival de San Sebastian e um de seus filmes mais interessantes. E abre seu estúdio, o American Zoetrope (Zoetrope é um sistema permanente de projetar imagens em movimento rodando um cilindro), situado em São Francisco.

Lançou, em seu estúdio, cineastas hoje famosos: Carrol Ballard, Hal Barwood, John Korty, Williard Huyck, Gloria Katz, John Milius, Mathew Robbins, Martin Scorsese. Mas o fracasso de ''THX 1138'' provocou logo a crise. Retomou o sucesso com ''O Poderoso Chefão'' e ''O Poderoso Chefão 2'', ambos premiados com o Oscar® (Coppola ganhou o prêmio de direção apenas pelo segundo). Entre os dois, Coppola obteve a Palma de Ouro em Cannes por uma pequena obra-prima, ''A Conversação'', ainda seu melhor filme. Enfrentou toda sorte de problemas com ''Apocalypse Now'': um furacão que destruiu os sets; um enfarte com o ator central, Martin Sheen; a falta de colaboração do exército. Mostrado em Cannes (ainda em sua montagem não definitiva), ganhou outra Palma de Ouro. Depois, passou para a produção (com a famosa briga com Win Wenders, obrigando-o a refazer metade de ''Hammett'') e a distribuição de filmes que considerava importantes: ''Napoleão'', de Abel Gance; ''Koyaanisqatsi''; Salve-se Quem Puder - A Vida (Salvi qui Peut - La Vie, de Jean-Luc Godard).

Mas seus excessos chegam ao cúmulo com ''O Fundo do Coração'' (One From the Heart, 1982), no qual gastou perto de US$ 30 milhões. Os críticos detestaram o filme, a Zoetrope abriu falência e teve que ser vendida. A saída foi fazer filmes mais baratos: ''Vidas sem Rumo'' (The Outsiders) e ''O Selvagem da Motocicleta'' (Rumble Fish), ambos de 1983. Não foram grandes sucessos, mas se tornaram importantes. Em ''Vidas sem Rumo'' se reuniram vários dos jovens futuros astros do cinema americano: Matt Dillon, Rob Lowe, Ralph Macchio entre outros. Já com Rumble ''O Selvagem da Motocicleta'' lançou Mickey Rourke, e o filme se tornou um cult. Coppola, no entanto, voltou a enfrentar problemas com ''Cotton Club'' (brigas com o produtor Robert Evans) e ''Peggy Sue - Seu Passado a Espera''. Ou seja, tudo com Coppola continua complicado e polêmico, como sempre.

Em 1989 dirige um dos episódios de ''Contos de Nova York'' (''A Vida sem Zoe'') e logo em seguida filma a terceira e última parte de ''O Poderoso Chefão 3'', estrelada por Al Pacino. Na época Coppola recebe um Leão de Ouro no Festival de Veneza pela sua carreira. Com ''Drácula de Bram Stoker'' realiza uma bem-sucedida e fiel versão da história original, utilizando as mais variadas técnicas cinematográficas, e com Gary Oldman no papel-título. Depois de alguns anos afastado, dirige Robin Williams em ''Jack'', que conta a história de um menino que sofre de uma doença causadora do envelhecimento precoce. Adapta a obra do consagrado John Grisham em ''O Homem que Fazia Chover'' (The Rainmaker, 1997), estrelado por Matt Damon, um astro da nova geração de Hollywood. Vem ao Brasil para participar do desenvolvimento do projeto de um filme sobre Assis Chateaubriand e vence a Warner num conturbado processo em que acusava o estúdio de tê-lo impedido de concretizar seu projeto cinematográfico para ''Pinóquio''. Ainda em 1998 recebe o D. W. Griffith Award do Directors Guild of America. Seus ultimos trabalhos foram em 2000 com Supernova, 2007 - Velha Juventude e o mais recente é Tetro filmado na Argentina que conta sobre um drama familiar, feito em preto e branco.

Walter Salles

Cineasta Nacional da Semana:

Walter Moreira Salles, Jr. (Rio de Janeiro, 12 de abril de 1956) é um diretor e produtor brasileiro.
Filho de Elisa Margarida Gonçalves e do embaixador e banqueiro Walter Moreira Salles, da família que detém o controle do grupo Unibanco, adquiriu projeção internacional, especialmente após os seus filmes que foram nomeados para o Oscar. É irmão do banqueiro Pedro Moreira Salles e de João Moreira Salles, também um cineasta. E meio-irmão de Fernando Roberto do primeiro casamento de seu pai. E é pai de Vicente, nascido em Julho de 2006
Depois de estudar Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, se graduou com uma licenciatura em comunicação audiovisual Universidade de Artes Cinematográficas do Sul da Califórnia.
Seu primeiro filme relevante, Terra estrangeira, foi rodado em 1995 e premiado como melhor filme do ano no Brasil e selecionado para mais de 40 festivais no mundo todo. Em 1998 lançou Central do Brasil, que recebeu ampla aclamação internacional e duas indicações ao Oscar, de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro. Em 2001, Abril Despedaçado, estrelando Rodrigo Santoro, foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Ambos os filmes tiveram distribuição mundial. Em 2003, Salles foi eleito um dos 40 Melhores Diretores do Mundo pelo The Guardian. Seu maior sucesso internacional até agora tem sido Diários de Motocicleta (2004), um filme sobre a vida do jovem Ernesto Guevara, que mais tarde ficou conhecido como Che Guevara. Foi a primeira incursão de Salles como diretor de um filme em um idioma diferente do seu nativo, português (espanhol, neste caso) e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria na América Latina e Europa. Em 2005, é lançado seu primeiro filme em Língua Inglesa, que é também seu primeiro filme hollywoodiano, Água Negra, uma adaptação do filme japonês de 2002 de mesmo nome.
Salles irá dirigir um roteiro de José Rivera, adaptação do livro de Jack Kerouac, On the Road com produção de Francis Ford Coppola.

Filmografia:

Woody Allen

Cineasta Internacional da Semana

O ator, diretor, roteirista e cineasta Allan Stewart Königsber, nascido a 1º de dezembro de 1935, é um dos nomes mais consagrados da sétima arte em plena atividade. Debutou com o pseudônimo Woody Allen em 1952, usado como escudo para driblar sua conhecida timidez, já que na época passara a escrever textos cômicos para colunistas dos jornais de Nova York. Nunca mais o artista saiu de cena.
Com mais de 40 anos de carreira, ele lança um filme a cada ano, e é mestre em retratar as relações humanas e suas contradições. No apogeu da vasta produção cinematográfica, Allen tem fôlego para filmar, seja em Nova York, ou nas cidades européias.
“Sem duvidas é um dos maiores comediantes de todos os tempos – e não só do cinema norte-americano. Em sua filmografia percorreu uma serie de temas interessantes, como: relação entre casais, culpa e religião. Ele é um dos melhores dialoguistas de todos os tempos”, explica a jornalista e critica de cinema Neusa Barbosa, autora da biografia Gente de Cinema: Woody Allen (Editora Papagaio).



Filmografia:


·2010 - Você vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (You Will Meet A Tall Dark Stranger)
·2009 - Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)
·2008 - Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
·2007 - O Sonho de Cassandra (Cassandra's Dream)
·2006 - Scoop - O Grande Furo (Scoop)
·2005 - Ponto Final - Match Point (Match Point)
·2005 - Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)
·2003 - Igual a Tudo na Vida (Anything Else)
·2002 - Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending)
·2001 - O Escorpião de Jade (The Curse of the Jade Scorpion)
·2000 - Trapaceiros (Small Time Crooks)
·1999 - Poucas e Boas (Sweet and Lowdown)
·1998 - Celebridades (Celebrity)
·1997 - Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)
·1996 - Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You)
·1995 - Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite)
·1994 - Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway)
·1994 - Don't drink the water (TV)
·1993 - Um Misterioso Assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery)
·1992 - Maridos e Esposas (Husbands and Wives)
·1992 - Neblina e sombras (Shadows and Fog)
·1990 - Simplesmente Alice (Alice)
·1989 - Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors)
·1989 - Contos de Nova York (New York Stories)
·1988 - A Outra (Another Woman)
·1987 - Setembro (September)
·1987 - A Era do Rádio (Radio Days)
·1986 - Hannah e Suas Irmãs (Hannah And Her Sisters)
·1985 - A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
·1984 - Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose)
·1983 - Zelig (Zelig)
·1982 - Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
·1980 - Memórias (Stardust Memories)
·1979 - Manhattan (Manhattan)
·1978 - Interiores (Interiors)
·1977 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
·1975 - A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death)
·1973 - O Dorminhoco (Sleeper)
·1972 - Tudo o que Você Queria Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar (Every Thing You Always Wanted to Know About Sex * But Where Afraid to Ask)
·1971 - Men of Crisis: The Harvey Wallinger Story (TV)
·1971 - Bananas (Bananas)
·1969 - Um assaltante bem trapalhão (Take the Money and Run)
·1966 - O que é que há, gatinha? (What's up, Tiger Lily?)


Fonte: Almanaque Saraiva. Dez. 2010 – Nº 55
http://www.adorocinema.com/diretores/woody-allen/

Fernando Meirelles

Cineasta Nacional da Semana

Fernando Meirelles nasceu em 9 de novembro de 1955 na cidade de São Paulo (SP). Aos 12 anos, ganhou de presente sua primeira câmera de filmar. O que era para ser um passatempo, jamais saiu de suas mãos. Mesmo quando na década de 80 curso Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (USP). Seu trabalho de graduação foi aprovado com a nota mínima, pois diferente de seus colegas, apresentou um filme como conclusão do curso.

Na mesma época fundou, juntamente com quatro amigos (Paulo Morelli, Marcelo Machado, Dário Vizeu e Beto Salatini) a produtora independente Olhar Eletrônico. Em 1982 a produtora levou ao ar programas de televisão sobre atualidades, além da série infantil Rá-Tim Bum, com mais de 180 episódios.

No final da década de 80 sua aproximação com o mercado publicitário era cada vez maior. Em 1990, fecharam a produtora para fundar a O2 Filmes. Em pouco mais de uma década a empresa se tornou uma das principais do país no segmento.

Depois de alguns trabalhos para TV, em 1998 dirigiu seu primeiro longa-metragem para o cinema: a continuação do filme infantil O Menino Maluquinho. Quatro anos depois, com o filme Domésticas, conquistou diversos prêmios em festivais nacionais.

Mas a grande virada de sua carreira viria em 2002. Dirigindo o aclamado Cidade de Deus, seu trabalho ganhou uma repercussão internacional, sendo considerado um dos melhores filmes da década e um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. O sucesso foi tão grande que o filme recebeu quatro indicações ao Oscar, uma delas para Meirelles na categoria de Melhor Diretor.

Em 2005, firmou-se como um dos mais importante diretores internacionais ao levar para o cinema O Jardineiro Fiel. O trabalho lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro e outra ao BAFTA, ambas na categoria de Melhor Diretor.

Seu mais novo filme é Ensaio Sobre a Cegueira, baseado na obra do escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura.


Para saber mais clique em:

Pedro Almodóvar

Nome: Pedro Almodóvar Caballero
Natural de: Calzada de Calatrava, La Mancha, Espanha
Nascimento: 24/09/1951
Diretor, roteirista, compositor e ator, Pedro Almodóvar é o diretor espanhol mais famoso desde Luis Buñuel e Carlos Saura.
Ganhou o Prêmio Oficial da Ordem das Artes e Letras do Ministério da Cultura Francês.
Escreve todos os roteiros que dirige. Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele, nem sua família tinham dinheiro para pagar seus estudos. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Oscar de melhor diretor.


Filmes

  • 2009 - Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos)
  • 2006 - Volver (Volver)
  • 2004 - Má Educação (La Mala Educación)
  • 2002 - Fale com Ela (Hablecon Ella)
  • 1999 - Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre)
  • 1997 - Carne Trêmula (Carne Trémula)
  • 1995 - A Flor do Meu Segredo (La Flor de mi Secreto)
  • 1993 - Kika (Kika)
  • 1991 - De Salto Alto (TaconesLejanos)
  • 1989 - Ata-me! (Átame!)
  • 1988 - Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeresal Borde de un Ataque de Nervios)
  • 1987 - A Lei do Desejo (La LeydelDeseo)
  • 1986 - Matador (Matador)
  • 1985 - Traíler para Amantes de loProhibido
  • 1984 - Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (Qué He HechoYo Para Merecer Esto?)
  • 1983 - Maus Hábitos (Entre Tinieblas)
  • 1982 - Labirinto de Paixões (Laberinto de Passiones)
  • 1980 - Pepi, Luci, Bom y otras chicas delmontón
  • 1978 - Folle...Folle...Fólleme Tim! (curta-metragem)
  • 1978 - Salomé (Média-Metragem)
  • 1977 - Sexova, sexo viene (curta-metragem)
  • 1976 - Muerteenlacarretera (curta-metragem)
  • 1976 - Seacariativo (curta-metragem)
  • 1975 - Blancor (curta-metragem)
  • 1975 - La caída de Sodoma (curta-metragem)
  • 1975 - Homenaje (curta-metragem)
  • 1975 - El Sueño, o laestrella (curta-metragem)
  • 1974 - Dos putas, o historia de amor que termina en boda (curta-metragem)
  • 1974 - Filme político (Film Político) (curta-metragem)